19/10/2021
Quer assistir Matrix da melhor forma e sem pagar muito? Te ajudamos!
Depois da euforia causada pelo novo trailer de Matrix: Ressurrections, muita gente (inclusive eu) tem interesse em assistir novamente os filmes anteriores, relembrar os acontecimentos e ir com a lição de casa feita para desfrutar de todas as sutilezas que Matrix 4 pode oferecer. Porém, existem muitas formas de adquiri-los, possuindo tanto edições físicas quanto digitais. As versões físicas se dividem em VHS (com dublagem da Sigma para o primeiro longa), DVD e Blu-ray, sendo que os DVDs podem ser comprados avulsos ou em boxes, porém apenas a chamada 'Coleção Definitiva' em DVD possui o primeiro Matrix dublado (com a dublagem da Delart).
Confuso? Eu explico melhor: ao comprar o DVD avulso do primeiro Matrix, ele estará com a qualidade de imagem do primeiro lançamento doméstico, ou seja: com um filtro em tom verde amarelado (eu gosto dessa versão porque, embora possua uma imagem menos limpa em detalhes, é a mais nostálgica), mas apenas com legendas em português, sem dublagem. Contudo, ao adquirir a 'Coleção Definitiva', o primeiro filme estará dublado e com a imagem remasterizada com filtro verde bem forte (para ter uma identidade visual mais parecida com das continuações Matrix: Reloaded e Matrix: Revolutions), que eu também adoro e ainda é a minha versão favorita (por nostalgia da minha parte), embora não seja considerada a melhor por muitos.
Por sorte a mesma regra não se aplica aos Blu-rays, que possuem dublagem em todos os seus lançamentos e o primeiro filme remasterizado com o famoso filtro verde. Quero dizer, isso se você comprar um dos blu-rays lançados em 2008, pois houve um relançamento em 2018 com uma nova remasterização em 4K e HDR, supervisionada e recolorizada pelo Bill Pope, diretor de fotografia original da trilogia. Bill tornou as cores muito mais próximas do que eram originalmente nos cinemas (ou seja: mais realistas mesmo dentro da Matrix), porém aumentando também as gradações de cores através do HDR e colocando filtros em algumas cenas (o que não é muito realista, mas é esteticamente bonito, moderno e semelhante aos filmes da franquia John Wick). E sim, a versão possui dublagem em português. Só há um problema: essa versão em blu-ray é cara pra chuchu aqui no Brasil, variando entre R$300 até R$500. Praticamente um rim, certo?
Felizmente há uma solução bem mais barata para conseguir essa versão especial de 2018: adquirir o filme digitalmente. Acessando a página oficial do filme na Warner percebemos que há diversas opções para aquisição do filme e elas possuem diferenças importantes. Algumas possuem dublagem, outras possuem imagem em 4k e HDR, outras possuem apenas HDR sem dublagem... Tem de tudo. As versões mais completas são justamente a do Google Play (compatível com qualquer dispositivo que tenha o App do YouTube) e ITunes (compatível também com todos os dispositivos da Apple, incluindo o AppleTV), contando com suporte à 4K, HDR, dublagem em português e a restauração do Bill Pope. O valor? R$7,90 para alugar (em HD) e R$19,90 para ser seu (em 4K).
Como possuo um Xbox One S e um computador com Windows 10, cheguei a considerar a versão que está disponível na Microsoft Store. O único problema é que ela não possui dublagem em português e sua resolução máxima é 1080p, menor do que o 4K. Por isso acabei comprando na loja da Google Play mesmo. Para assistir, fiz exatamente como descrevi no parágrafo de cima: baixei o app do YouTube, acessei a opção "Biblioteca", depois fui em "Meus filmes" e assisti Matrix no meu Xbox One S com todo o conforto que um cinéfilo pode ter. Claro, a minha TV não é 4K e nem possui HDR, mas o app do YouTube possui opções suficientes para me permitir curtir o filme mesmo sem esses recursos, desfrutando do trabalho de recolorização dessa nova versão :)
As continuações Matrix: Reloaded e Matrix: Revolutions também estão disponíveis e embora eu ainda não as tenha adquirido, vale a pena tê-las por todas as vantagens apresentadas, além de trazerem reflexões importantes e detalhes que podem fazer toda a diferença na experiênca de Matrix: Ressurrections.
Fontes: Imgur, YouTube, Acervo pessoal
Confuso? Eu explico melhor: ao comprar o DVD avulso do primeiro Matrix, ele estará com a qualidade de imagem do primeiro lançamento doméstico, ou seja: com um filtro em tom verde amarelado (eu gosto dessa versão porque, embora possua uma imagem menos limpa em detalhes, é a mais nostálgica), mas apenas com legendas em português, sem dublagem. Contudo, ao adquirir a 'Coleção Definitiva', o primeiro filme estará dublado e com a imagem remasterizada com filtro verde bem forte (para ter uma identidade visual mais parecida com das continuações Matrix: Reloaded e Matrix: Revolutions), que eu também adoro e ainda é a minha versão favorita (por nostalgia da minha parte), embora não seja considerada a melhor por muitos.
Por sorte a mesma regra não se aplica aos Blu-rays, que possuem dublagem em todos os seus lançamentos e o primeiro filme remasterizado com o famoso filtro verde. Quero dizer, isso se você comprar um dos blu-rays lançados em 2008, pois houve um relançamento em 2018 com uma nova remasterização em 4K e HDR, supervisionada e recolorizada pelo Bill Pope, diretor de fotografia original da trilogia. Bill tornou as cores muito mais próximas do que eram originalmente nos cinemas (ou seja: mais realistas mesmo dentro da Matrix), porém aumentando também as gradações de cores através do HDR e colocando filtros em algumas cenas (o que não é muito realista, mas é esteticamente bonito, moderno e semelhante aos filmes da franquia John Wick). E sim, a versão possui dublagem em português. Só há um problema: essa versão em blu-ray é cara pra chuchu aqui no Brasil, variando entre R$300 até R$500. Praticamente um rim, certo?
Felizmente há uma solução bem mais barata para conseguir essa versão especial de 2018: adquirir o filme digitalmente. Acessando a página oficial do filme na Warner percebemos que há diversas opções para aquisição do filme e elas possuem diferenças importantes. Algumas possuem dublagem, outras possuem imagem em 4k e HDR, outras possuem apenas HDR sem dublagem... Tem de tudo. As versões mais completas são justamente a do Google Play (compatível com qualquer dispositivo que tenha o App do YouTube) e ITunes (compatível também com todos os dispositivos da Apple, incluindo o AppleTV), contando com suporte à 4K, HDR, dublagem em português e a restauração do Bill Pope. O valor? R$7,90 para alugar (em HD) e R$19,90 para ser seu (em 4K).
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| Imagem do DVD avulso, com o filtro amarelo esverdeado do primeiro lançamento doméstico e sem dublagem em português. |
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| Imagem do Blu-ray (ou DVD da Coleção Definitiva) com imagem remasterizada e filtro mais verde, dublado, se assemelhando às continuações Matrix: Reloaded e Matrix: Revolutions. |
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| Imagem do Blu-ray ou serviços de compras em 4K e HDR. Repare nos tons de cores mais realistas, combinados com tons mais saturadas do HDR e alguns filtros para modernizar a experiência. |
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| Novamente uma imagem do Blu-ray (ou DVD da Coleção Definitiva), que substitui o filtro amarelo esverdeado por um mais verde, além de exibir uma imagem muito mais nítida. |
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| Por último, imagem em 4K e HDR com a colorização nova. Além das cores mais realistas, podemos observar que há novos tons na cena, principalmente no computador e na iluminação das roupas! |
Fontes: Imgur, YouTube, Acervo pessoal
05/10/2021
Rumor: Aniversário de 30 anos de Mortal Kombat poderá trazer novidades nostálgicas
Com atraso, mas antes tarde do que nunca: O Homão de Ferro traz para você detalhadamente um dos principais rumores de games dos últimos meses. Considerando que as mais recentes produções andam sofrendo de escassez criativa, rumores sobre resgates de boas ideias do passado, sejam através de relançamentos, remakes ou continuações, são sempre muito bem-vindos. O hype causado com o trailer Matrix 4 é uma prova disso.
Depois de rumores envolvendo a remasterização da primeira trilogia tridimensional de GTA na Unreal Engine e também de remasters e remakes da franquia Metal Gear Solid, parece que uma grande novidade poderá surpreender todos os fãs da franquia Mortal Kombat. A série fará aniversário de 30 anos (Sim, 30 anos...) napróxima sexta-feira, dia 8 de Outubro ATUALIZAÇÃO: Segundo o co-criador da série, Ed Boon, 8 de Outubro de 1991 marca na verdade o início dos trabalhos com jogo e não a comemoração do aniversário em si, que ocorrerá na mesma data, mas em 2022.
Sem mais delongas, vamos analisar o boato, destacando o seu impacto e as chances de realmente acontecer. Lembre-se: todas as informações trazidas devem ser consideradas apenas rumores e podem não acontecer, mesmo que a fonte seja considerada confiável.
Em 2018 ficamos sabendo de um segundo cancelamento, dessa vez de uma outra coletânea com remasterizações de jogos clássicos da franquia, desenvolvida pelos mesmos responsáveis do projeto Mortal Kombat HD Remix. Aparentemente o jogo chamou a atenção da Warner e do co-criador da série, Ed Boon, mas foi posteriormente cancelado pela Warner optar por um caminho diferente do apresentado pelo time.
O último cancelamento foi em 2019, quando a Blind Squirrel Games começou a trabalhar nessa mesma proposta dos cancelamentos anteriores. Várias imagens dessa versão surgiram na internet e essa novela mexicana interminável ainda contou com uma "surpresa" (que na verdade foi um ENTERRO) quando a PEGI, organização que classifica jogos na Europa, adicionou o Mortal Kombat Online Kollection em sua lista de futuros lançamentos, com data para 21/01/2020. Nem preciso dizer que o jogo também não foi lançado nessa data, certo?
Agora em 2021, sem muitas cerimônias, Ed Boon criou uma enquete no Twitter perguntando qual título os fãs gostariam de ver remasterizado. O vencedor foi Mortal Kombat: Shaolin Monks (PS2, Xbox), beat'm up lançado 2005 que reconta a história do dois primeiros jogos da série.
Ao mesmo tempo, a loja Instant Gaming, famosa por vender jogos digitais baratos, adicionou mais uma vez a antologia Mortal Kombat Online Kollection, porém com lançamento previsto em 2021 para PC, Switch e Xbox One. Com o aniversário da franquia e a participação de Ed Boon no evento DC Fandome, as chances de um novo anúncio aumentam muito, até mesmo sobre outra franquia querida que também está nas mãos dele: Injustice.
Vamos aguardar. Se isso for verdade, mal posso esperar para terminar Mortal Kombat 2 com uma ficha no Very Hard, mas dessa vez com o jogo totalmente remasterizado em alta definição :)
ATUALIZAÇÃO: Para comemorar o início dos trabalhos com o jogo, Ed Boon disponibilizou em sua conta do Twitter um Making of com a criação do golpe "GET OVER HERE" do personagem Scorpion, prometendo mais vídeos dos bastidores até a data real de 30 anos da série (2022). Portanto, nenhum dos rumores trazidos aqui pode ser descartado (por enquanto).
Fontes: DSOGaming, Instant Gaming, Twitter
Depois de rumores envolvendo a remasterização da primeira trilogia tridimensional de GTA na Unreal Engine e também de remasters e remakes da franquia Metal Gear Solid, parece que uma grande novidade poderá surpreender todos os fãs da franquia Mortal Kombat. A série fará aniversário de 30 anos (Sim, 30 anos...) na
Sem mais delongas, vamos analisar o boato, destacando o seu impacto e as chances de realmente acontecer. Lembre-se: todas as informações trazidas devem ser consideradas apenas rumores e podem não acontecer, mesmo que a fonte seja considerada confiável.
Lançamento da coletânea Mortal Kombat Kollection Online e remaster de Mortal Kombat: Shaolin Monks
A história é antiga e envolve 3 cancelamentos: em 2011 foi lançada a coletânea Mortal Kombat Arcade Kollection (PS3, X360 e PC) com Mortal Kombat, Mortal Kombat 2 e Ultimate Mortal Kombat 3. Tempos depois ficamos sabendo que a ideia original era lançar versões remasterizadas dos jogos originais com novos intérpretes dos personagens, porém por problemas que não foram explicados detalhadamente, o projeto foi cancelado.Em 2018 ficamos sabendo de um segundo cancelamento, dessa vez de uma outra coletânea com remasterizações de jogos clássicos da franquia, desenvolvida pelos mesmos responsáveis do projeto Mortal Kombat HD Remix. Aparentemente o jogo chamou a atenção da Warner e do co-criador da série, Ed Boon, mas foi posteriormente cancelado pela Warner optar por um caminho diferente do apresentado pelo time.
O último cancelamento foi em 2019, quando a Blind Squirrel Games começou a trabalhar nessa mesma proposta dos cancelamentos anteriores. Várias imagens dessa versão surgiram na internet e essa novela mexicana interminável ainda contou com uma "surpresa" (que na verdade foi um ENTERRO) quando a PEGI, organização que classifica jogos na Europa, adicionou o Mortal Kombat Online Kollection em sua lista de futuros lançamentos, com data para 21/01/2020. Nem preciso dizer que o jogo também não foi lançado nessa data, certo?
Agora em 2021, sem muitas cerimônias, Ed Boon criou uma enquete no Twitter perguntando qual título os fãs gostariam de ver remasterizado. O vencedor foi Mortal Kombat: Shaolin Monks (PS2, Xbox), beat'm up lançado 2005 que reconta a história do dois primeiros jogos da série.
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| O resultado da enquete faz sentido: MK2 apenas é pouco quando podemos ter remasterizações dos 3 jogos originais. MK 9 é um excelente reboot/continuação e MK Shaolin Monks é o sonho da maioria. |
Vamos aguardar. Se isso for verdade, mal posso esperar para terminar Mortal Kombat 2 com uma ficha no Very Hard, mas dessa vez com o jogo totalmente remasterizado em alta definição :)
ATUALIZAÇÃO: Para comemorar o início dos trabalhos com o jogo, Ed Boon disponibilizou em sua conta do Twitter um Making of com a criação do golpe "GET OVER HERE" do personagem Scorpion, prometendo mais vídeos dos bastidores até a data real de 30 anos da série (2022). Portanto, nenhum dos rumores trazidos aqui pode ser descartado (por enquanto).
Fontes: DSOGaming, Instant Gaming, Twitter
09/09/2021
Que tiro foi esse? Trailer de Matrix 4 explode a internet!
Após o anúncio de um novidades envolvendo Matrix 4, fãs da saga aguardavam ansiosos pelo trailer que saiu hoje, explodindo a internet de forma a fazer qualquer outra novidade parecer fogo de palha. Matrix: Resurrections é o quarto título da franquia e continua a história da trilogia original, que parecia ter encerrado as aventuras do protagonista Neo, interpretado pelo ator Keanu Reeves. O título e o trailer do longa provam que isso está muito longe de ser verdade, mostrando Neo realizando feitos inéditos e voltando à Matrix mais uma vez para encarar o desafio de libertar a humanidade do controle das máquinas.
Abaixo segue o trailer completo. O maior desafio é não ficar arrepiado quando Neo usa seus poderes na Matrix para redirecionar um míssil em direção a um helicóptero :)
Fonte: YouTube
Abaixo segue o trailer completo. O maior desafio é não ficar arrepiado quando Neo usa seus poderes na Matrix para redirecionar um míssil em direção a um helicóptero :)
Fonte: YouTube
05/09/2021
Injustice 2 parou de rodar em várias plataformas
Quem estava ansioso para jogar Injustice 2 nesse final de semana teve uma surpresa desagradável: o jogo simplesmente parou de funcionar na última sexta-feira (03/09) e no momento em que redijo essa publicação (05/09, umas 4 da tarde), continua impossível de ser jogado em praticamente todas as plataformas disponíveis para compra. PC, Xbox One, PlayStation 4... (só o Nintendo Switch parece ter escapado). Em todas elas ocorre um crash (travamento violento) que faz com que o jogo seja encerrado imediatamente antes de entrar no menu principal. Pois é, não é só a CD Projekt RED que lança jogos impossíveis de serem jogados:)
Pra piorar, embora a conta oficial de Injustice no Twitter tenha demonstrado estar buscando soluções para corrigir o problema em pleno final de semana, a mesma também afirmou que "espera ter mais informações nos próximos dias", o que pode significar que provavelmente todos nós, jogadores, passaremos mais do que o final de semana sem poder jogar Injustice 2 =/
ATUALIZAÇÃO: Aparentemente o time da NetherRealm já descobriu a causa do travamento violento e lançou um patch, porém muitos usuários afirmam que o jogo só está funcionando em sua edição padrão e não na Edição Lendária, que possui todas as DLCs.
ATUALIZAÇÃO FINAL (07/09): O Patch de correção já foi liberado para todos os jogadores :)
Fonte: Twitter
| Esse meme do 'Jorge quer ser hardcore' é perfeito. E sim, NetherRealm está escrito errado. |
ATUALIZAÇÃO FINAL (07/09): O Patch de correção já foi liberado para todos os jogadores :)
Fonte: Twitter
19/08/2020
Oniken Unstoppable Edition: Revisitando o clássico indie brasileiro
Em 2012, ainda adolescente, escrevi uma análise sobre o jogo Oniken. Lembro que estava estudando programação e minha habilidade como gamer também não era grande coisa, por isso passei 2 semanas jogando religiosamente até zerá-lo. E foi uma das experiências mais brilhantes e gratificantes que tive com um videogame inspirado em jogos antigos. Desenvolvido pelo talentoso time brasileiro da JoyMasher, convido todos os leitores a revisitarem o clássico jogo independente que abriu uma porta importante para muitos outros indies ousarem de inúmeras outras maneiras.
Na infância, me diverti com boa parte dos grandes jogos do Nintendo Entertainment System (apelidado como Nintendinho ou NES ). Tínhamos jogos geniais que burlavam as limitações técnicas do console tanto na parte gráfica quanto na parte sonora, além da dificuldade considerada alta (para justificar o investimento financeiro dos nossos pais) e as caprichadíssimas cenas animadas que contribuíam para manter o jogador imerso naquele grande desafio que poderia se estender por dias, semanas ou meses.
Graças ao esforço dos brasileiros Danilo Dias, Thais Weiller, Marco Galvão (todos meus amigos) e ainda alguns outros nomes que não tive a chance de conhecer, temos aqui Oniken, um jogo 2D de plataforma que resgata toda a experiência encontrada nos melhores jogos do NES. Em um período anterior ao carnaval de indies retrôs que temos à disposição para jogar, Oniken era pioneiro e ousado. Recentemente tive a chance de jogá-lo em meu Xbox One (também disponível para PlayStation 4 e Nintendo Switch), e confesso que eu já sonhava faz muito anos com o lançamento dele em plataformas atuais. E já adianto: foi maravilhoso insistir e morrer até voltar a pegar o jeito do game.
Oniken se destaca por trazer várias fórmulas antigas que poderiam ser consideradas genéricas e apresentá-las ao jogador como algo novo e interessante. A sua história acontece num futuro pós-apocalíptico típico de filmes como Mad Max. Um grupo de rebeldes se esforça para deter uma poderosa organização militar que recebe o nome do game, mas seus esforços mostram-se inúteis devido ao grande poder bélico e toda a superioridade tecnológica da mesma. E é nesse instante que surge Zaku, o personagem controlado pelo jogador (muito parecido com o próprio criador do jogo, Danilo Dias), um poderoso mercenário BADASS considerado como uma “lenda viva”, “o implacável”, uma mistura de Kenshiro (de Hokuto no Ken) com John Rambo, que carrega uma espada e fatia seus inimigos como se fossem tomates.
Todo o enredo de Oniken é apresentado com excelentes cutscenes que não poderiam ser executadas em um Nintendinho sem a ajuda de um Chip extra embutido ou algo semelhante. Algumas chegam a lembrar animações de jogos em CD do obscuro e adorável TurboGrafx-16 (vulgo PC Engine) de tão fluídas e bem animadas que são, mesmo sem a presença de vozes. A direção de arte é excelente, e a edição Unstoppable conta com melhorias visuais e sonoras que aperfeiçoam a experiência como um todo. Esperem desfrutar de efeitos de parallax e muitos sprites e cenários caprichados.
A jogabilidade é marcada pela ação em plataforma vista em jogos como Ninja Gaiden e Vice - Project Doom, onde o jogador deve combinar saltos ágeis com ataques certeiros, além de “memorizar” o posicionamento e o padrão de movimentação dos inimigos para passar as fases. Algumas etapas devem ser desbravadas com auxílio de um Jet-ski, o que transforma o jogo momentaneamente em uma espécie de shooter em 8-bits com a movimentação fixa da tela. Já os chefes são numerosos (cerca de dois mini-bosses por estágio além do boss final) e muito bem desenhados e detalhados, principalmente os maiores, ocupando grande parte da tela como pode ser comprovado nos melhores títulos produzidos para o NES.
A Trilha Sonora é um verdadeiro espetáculo nostálgico. O jogo chegou até a ganhar o prêmio do Game Music Brasil na categoria de Melhor Game Indie onde foram avaliados todos os seus aspectos, destacando-se a parte gráfica, técnica e sonora do game. Oniken possui composições memoráveis, como Brain Palace e The Core que acompanham suas desafiadoras etapas finais. Aliás, melhor eu explanar logo sobre a dificuldade de Oniken antes que eu me esqueça.
O jogo é difícil como qualquer grande jogo de 8-bits deveria ser, embora os desafios se intensifiquem progressivamente ao longo de cada fase, e de forma muito inteligente e equilibrada. O Level Design de Oniken estimula a inteligência do jogador, fazendo-o encontrar a melhor solução com um pouco de insistência, nada absurdo como o primeiro Ninja Gaiden e muito menos como o sádico Battletoads, mas que pode causar estranhamento aos jogadores mais impacientes, desacostumados com jogos mais antigos de plataforma. Ainda assim, a experiência de insistir após fracassar se mostrou extremamente divertida mesmo em 2020.
Vale lembrar que as missões são liberadas à medida que as fases vão sendo vencidas, e ficam então disponíveis para serem jogadas a qualquer momento, o que permite desbravar todas elas sem a necessidade de se jogar o game inteiro novamente. É um recurso muito bem-vindo para pessoas com pouco tempo disponível ou para refazer determinadas fases e obter pontuações maiores, enviando-as para um ranking on-line. Existem ainda DLCs gratuitas que são liberadas após terminá-lo, como o modo Boss Rush (batalhas com todos os chefes sem interrupções), o Hardcore Mode (com várias características que dificultam as nossas vidas) e ainda uma missão extra, onde o jogador controla Jenny, uma personagem feminina de madeixas curtas (lembra muito a Thais Weiller) que usa uma metralhadora, o que acrescenta um grande leque de possibilidades, aproximando a jogabilidade de Oniken a de um grande clássico da Konami: o popular Contra! Será que veio daí a inspiração para fazer o espetacular Blazing Chrome?
O trunfo de Oniken definitivamente não é a inovação, mas sim a proposta de trazer todas as características que amávamos nos jogos da grande era 8-bits, melhorando-as de forma que seria impossível fazer na época, seja por limitações de hardware, por desconhecimento, ou por limitações de concepção daqueles tempos. Ele nos faz lembrar da importância da diversão em tempos em que o mercado de games parece só se importar com gráficos e enredos mirabolantes.
E é isso aí. #FiqueEmCasa
Na infância, me diverti com boa parte dos grandes jogos do Nintendo Entertainment System (apelidado como Nintendinho ou NES ). Tínhamos jogos geniais que burlavam as limitações técnicas do console tanto na parte gráfica quanto na parte sonora, além da dificuldade considerada alta (para justificar o investimento financeiro dos nossos pais) e as caprichadíssimas cenas animadas que contribuíam para manter o jogador imerso naquele grande desafio que poderia se estender por dias, semanas ou meses.
Graças ao esforço dos brasileiros Danilo Dias, Thais Weiller, Marco Galvão (todos meus amigos) e ainda alguns outros nomes que não tive a chance de conhecer, temos aqui Oniken, um jogo 2D de plataforma que resgata toda a experiência encontrada nos melhores jogos do NES. Em um período anterior ao carnaval de indies retrôs que temos à disposição para jogar, Oniken era pioneiro e ousado. Recentemente tive a chance de jogá-lo em meu Xbox One (também disponível para PlayStation 4 e Nintendo Switch), e confesso que eu já sonhava faz muito anos com o lançamento dele em plataformas atuais. E já adianto: foi maravilhoso insistir e morrer até voltar a pegar o jeito do game.
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| O game pode ser jogado em diferentes línguas e a versão brasileira possui todas as expressões de dublagem que marcaram os filmes do passado. |
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| Outra das inúmeras cenas animadas entre as fases. Como é bom recordar o passado sentindo uma experiência completamente nova! |
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| Se a abertura não fosse assim eu nem teria jogado o game! |
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| O miniboss da 2° fase, Geist (uma referência ao anime de mesmo nome) é muito bem animado e oferece uma batalha memorável. |
A jogabilidade é marcada pela ação em plataforma vista em jogos como Ninja Gaiden e Vice - Project Doom, onde o jogador deve combinar saltos ágeis com ataques certeiros, além de “memorizar” o posicionamento e o padrão de movimentação dos inimigos para passar as fases. Algumas etapas devem ser desbravadas com auxílio de um Jet-ski, o que transforma o jogo momentaneamente em uma espécie de shooter em 8-bits com a movimentação fixa da tela. Já os chefes são numerosos (cerca de dois mini-bosses por estágio além do boss final) e muito bem desenhados e detalhados, principalmente os maiores, ocupando grande parte da tela como pode ser comprovado nos melhores títulos produzidos para o NES.
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| Cutscene de Oniken, super caprichada e animada. Não sei se foi proposital, mas me fez lembrar na hora.. |
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| ... do jogo Vice - Project Doom para Nintendinho. |
O jogo é difícil como qualquer grande jogo de 8-bits deveria ser, embora os desafios se intensifiquem progressivamente ao longo de cada fase, e de forma muito inteligente e equilibrada. O Level Design de Oniken estimula a inteligência do jogador, fazendo-o encontrar a melhor solução com um pouco de insistência, nada absurdo como o primeiro Ninja Gaiden e muito menos como o sádico Battletoads, mas que pode causar estranhamento aos jogadores mais impacientes, desacostumados com jogos mais antigos de plataforma. Ainda assim, a experiência de insistir após fracassar se mostrou extremamente divertida mesmo em 2020.
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| Essa etapa desafiadora em que é preciso desviar de um raio me lembrou do game 'Mighty Morphin Power Rangers: The Movie' para Super Nintendo! |
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| Os bosses do game são enormes e muito caprichados. A batalha final é difícil e me fez refazer o última estágio pelo menos 3 vezes! |
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| A missão 7 é divertidíssima e apesar de ser uma DLC, é 100% gratuita! |
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| Está aí um belo jogo! |
11/08/2020
Configurações de brilho ideais para Resident Evil 2 e 3
Introduzido no aterrorizante Resident Evil 7, o motor gráfico RE Engine surpreendeu a todos por alcançar níveis impressionantes de fotorrealismo, contando com efeitos de iluminação e sombras dinâmicos que se combinam com técnicas de captura de movimento, escaneamento em 3D e renderização inteligente. Ainda, possui a capacidade de apresentar resoluções em 4K, tecnologia HDR e suporte ao VR (realidade virtual), tudo isso com altas taxas de quadros por segundo, sempre acima dos habituais 30 frames. Os dois recentes remakes, Resident Evil 2 e Resident Evil 3, receberam atualizações (patchs) que não apenas acrescentaram conquistas (ou troféus) e DLCs, mas também correções de bugs e melhorias de performance, tornando a sua experiência muito mais estável e próxima dos almejados 60 frames por segundo em todas as plataformas disponíveis.
Entretanto, existe um problema que atrapalha a experiência de alguns jogadores: o RE Engine permite definir configurações personalizadas de brilho, visando proporcionar a melhor imagem possível segundo os gostos do próprio jogador. Como as opções não possuem explicações tão detalhadas, muitos acabam obtendo uma imagem excessivamente escura ou com aspectos cinzentos e borrados. Nesse artigo rápido, compartilho as configurações que utilizo em um Xbox One S e explico também como o processo deve ser feito. Vamos lá?
Para acessar a opção de ajuste de Brilho, vá ate o Menu e selecione Opções, depois Exibição e por último, Brilho. Vamos primeiro às configurações do Resident Evil 2, um game bastante escuro, principalmente em ambientes de fora da delegacia de polícia. Recomendo desativar também a opção Granulação de Filme (Film Noise) para obter o resultado mais nítido possível:
Importante: embora eu tenha compartilhado as configurações ideais para mim, talvez você prefira um resultado ligeiramente diferente, por isso também expliquei os critérios que devem nortear a sua configuração. Portanto, sinta-se livre para experimentar outros valores no ajuste de Brilho Geral. Aliás, compare os resultados das duas configurações de Brilho Geral sugeridas:
Com as configurações de brilho do Resident Evil 2 definidas, vamos então às configurações de brilho do novíssimo Resident Evil 3.
No remake do terceiro título numerado da franquia, o RE Engine foi bastante aprimorado, contando com modelos poligonais e texturas ainda mais dotados de fotorrealismo. A iluminação também foi aperfeiçoada, o que contribuiu para o desenvolvimento de ruas maiores e favorecidas de uma iluminação muito melhor e mais convincente se compararmos com o seu antecessor. Por isso, faço também 2 sugestões de Brilho Geral: a primeira com valores maiores e a segunda com valores menores, idênticas às configurações do Resident Evil 2:
Bom, essas foram algumas considerações e sugestões rápidas sobre os níveis de brilho ideais para games que usufruem do RE Engine. Espero ter conseguido auxiliar de alguma forma todos que tiveram sua experiência afetada pela falta de clareza (trocadilho não proposital) nas informações disponíveis sobre o assunto. E encerramos por aqui.
E é isso aí. #FiqueEmCasa
ATUALIZAÇÃO: Algumas imagens foram substituídas por outras que representam fielmente as configurações sugeridas do guia. Também corrigi alguns trechos para tornar as explicações um pouco mais didáticas.
Entretanto, existe um problema que atrapalha a experiência de alguns jogadores: o RE Engine permite definir configurações personalizadas de brilho, visando proporcionar a melhor imagem possível segundo os gostos do próprio jogador. Como as opções não possuem explicações tão detalhadas, muitos acabam obtendo uma imagem excessivamente escura ou com aspectos cinzentos e borrados. Nesse artigo rápido, compartilho as configurações que utilizo em um Xbox One S e explico também como o processo deve ser feito. Vamos lá?
Resident Evil 2
Para acessar a opção de ajuste de Brilho, vá ate o Menu e selecione Opções, depois Exibição e por último, Brilho. Vamos primeiro às configurações do Resident Evil 2, um game bastante escuro, principalmente em ambientes de fora da delegacia de polícia. Recomendo desativar também a opção Granulação de Filme (Film Noise) para obter o resultado mais nítido possível:
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| Selecionando 2 níveis antes do valor final, o jogo ficará mais claro e com mais detalhes perceptíveis, mas sem apresentar tons excessivamente acinzentados. |
Com as configurações de brilho do Resident Evil 2 definidas, vamos então às configurações de brilho do novíssimo Resident Evil 3.
Resident Evil 3
No remake do terceiro título numerado da franquia, o RE Engine foi bastante aprimorado, contando com modelos poligonais e texturas ainda mais dotados de fotorrealismo. A iluminação também foi aperfeiçoada, o que contribuiu para o desenvolvimento de ruas maiores e favorecidas de uma iluminação muito melhor e mais convincente se compararmos com o seu antecessor. Por isso, faço também 2 sugestões de Brilho Geral: a primeira com valores maiores e a segunda com valores menores, idênticas às configurações do Resident Evil 2:
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| Essa é a mesma configuração de Brilho Máximo usada em Resident Evil 2, proporcionando uma aparência semelhante. Se adéqua a qualquer local do jogo, seja ele muito claro ou muito escuro. |
Bom, essas foram algumas considerações e sugestões rápidas sobre os níveis de brilho ideais para games que usufruem do RE Engine. Espero ter conseguido auxiliar de alguma forma todos que tiveram sua experiência afetada pela falta de clareza (trocadilho não proposital) nas informações disponíveis sobre o assunto. E encerramos por aqui.
E é isso aí. #FiqueEmCasa
ATUALIZAÇÃO: Algumas imagens foram substituídas por outras que representam fielmente as configurações sugeridas do guia. Também corrigi alguns trechos para tornar as explicações um pouco mais didáticas.
01/08/2020
Dragon Quest XI será lançado para Xbox One e não estou sabendo lidar :)
Sabe, eu adoro um bom RPG japonês (também chamado de JRPG). Joguei toda a saga Phantasy Star e vários títulos da série Final Fantasy no período da adolescência. Porém, existe um título bastante simples em sua estrutura, mas que está guardado em meu coração para sempre: estou falando do primeiro Dragon Quest, lançado aqui no ocidente como Dragon Warrior. Prometo que falarei muito mais dele em uma outra oportunidade.
Embora alguns portais de games não tenham dado o merecido destaque, o site Arquivos do Woo publicou na semana passada (e estou atrasado como sempre) a notícia de que a versão definitiva intitulada Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age - Definitive Edition será lançada em 4 de Dezembro de 2020 para PlayStation 4, Xbox One e PC (plataformas Windows 10 e Steam). Aliás, o jogo também estará disponível no Xbox Game Pass tanto para console quanto PC já no dia de lançamento.
Talvez pareça um anúncio comum, mas a principal queixa dos proprietários de um Xbox One é a ausência de alguns títulos japoneses de peso em seu catálogo de jogos. Claro, isso começou a mudar com os lançamentos de jogos como Yakuza 0, Yakuza Kiwami, e Yakuza Kiwami 2 (aliás, o último dessa lista foi lançado nessa quinta-feira e também já está disponível Gamepass), mas a estreia de um videogame grandioso como Dragon Quest XI renova as nossas esperanças para um futuro com menos lacunas semelhantes e lançamentos tardios. Estou verdadeiramente feliz e empolgado com essa novidade!
O Xbox Series X, sucessor do Xbox One, teve vários de seus títulos anunciados durante a Xbox Game Showcase que aconteceu no dia 23 de Julho. Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age - Definitive Edition foi anunciado no mesmo dia, em uma pré-apresentação do evento que contou ainda com a adorável participação do game designer e criador da série Yuji Horii. Confira abaixo o vídeo com o anúncio completo:
Fonte: Arquivos do Woo
Embora alguns portais de games não tenham dado o merecido destaque, o site Arquivos do Woo publicou na semana passada (e estou atrasado como sempre) a notícia de que a versão definitiva intitulada Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age - Definitive Edition será lançada em 4 de Dezembro de 2020 para PlayStation 4, Xbox One e PC (plataformas Windows 10 e Steam). Aliás, o jogo também estará disponível no Xbox Game Pass tanto para console quanto PC já no dia de lançamento.
| O simpático criador da série, Yuji Horii, se mostra empolgadíssimo por finalmente lançar no Xbox um jogo da série de RPGs mais amada do Japão! |
O Xbox Series X, sucessor do Xbox One, teve vários de seus títulos anunciados durante a Xbox Game Showcase que aconteceu no dia 23 de Julho. Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age - Definitive Edition foi anunciado no mesmo dia, em uma pré-apresentação do evento que contou ainda com a adorável participação do game designer e criador da série Yuji Horii. Confira abaixo o vídeo com o anúncio completo:
Fonte: Arquivos do Woo
28/07/2020
Atriz que interpretou Jill no Resident Evil original é encontrada
Coincidências da vida: mencionei na postagem de ontem que a Julia Voth serviu de modelo para Jill no Resident Evil "Remake" e o Gagá (do GAGÁ GAMES) me enviou a notícia de que finalmente encontraram a atriz que interpretou a mesma personagem em cenas do Resident Evil original. Se eu for tão "pé-quente" quanto parece, em breve postarei também sobre o prêmio da Mega-Sena e um novo Perfect Dark.
A jovem estudante foi creditada no game como Inezh e foi encontrada pelo usuário Talonide do Twitter. A informação foi divulgada por outro usuário da mesma rede, dr_raichi, que promete trazer uma entrevista e maiores detalhes em breve.
Por muito tempo Inezh foi confundida com a atriz canadense Una Kavanagh, que dublou todos os diálogos de Jill e também as cenas em vídeo. Aliás, que tal relembrar a abertura inesquecível (não pelas razões esperadas) do jogo original?
Fontes: Raccoon Stars, Resetera
A jovem estudante foi creditada no game como Inezh e foi encontrada pelo usuário Talonide do Twitter. A informação foi divulgada por outro usuário da mesma rede, dr_raichi, que promete trazer uma entrevista e maiores detalhes em breve.
Por muito tempo Inezh foi confundida com a atriz canadense Una Kavanagh, que dublou todos os diálogos de Jill e também as cenas em vídeo. Aliás, que tal relembrar a abertura inesquecível (não pelas razões esperadas) do jogo original?
Fontes: Raccoon Stars, Resetera
27/07/2020
Resident Evil "Remake": O Survival Horror mais caprichado de todos
Confesso que sentia preguiça só de pensar em escrever um review sobre o Resident Evil "Remake" (ou "REmake"). Não porque a tarefa seja árdua, e sim porque sabia que teria muito a dizer sobre ele. Oriundo de um acordo de exclusividade entre a Nintendo e Capcom, o game foi lançado inicialmente em 2002 apenas para o Game Cube, trazendo modelos de personagens surpreendentemente realistas e detalhados para época, efeitos de iluminação e sombras que se adaptam realisticamente aos personagens poligonais e cenários pré-renderizados (de forma quase "artesanal", pois o hardware da época não possibilitaria fazer isso de forma totalmente dinâmica) e uma grande atenção na parte sonora, com sons pensados para cada ambiente. Tudo isso ajudou a criar aquele que talvez não seja a revolução técnica da franquia, mas sim o clímax artístico que todos os fãs mais apaixonados por Resident Evil esperavam desfrutar.
Minha primeira experiência com o jogo foi na versão lançada para Nintendo Wii na coleção de relançamentos Resident Evil Archives. Ela trazia o mesmíssimo jogo original, porém com novas opções de controle, suporte ao widescreen (exibindo o jogo em fullscreen com tarjas pretas nas laterais) e sutis retoques gráficos aqui e ali. Como esperado, o REmake se mostrou bastante desafiador e como eu não tinha experiência com jogos do gênero Survival Horror, acabei desistindo no início mesmo. Depois de um tempo acabei vendendo o meu Wii, o que me tirou todas as chances de jogá-lo na época.
Felizmente o destino conspirou ao meu favor, e a Capcom relançou em 2014 uma versão remasterizada para praticamente todos os consoles do momento, e dessa vez contando com modelos de personagens aprimorados, efeitos adicionais (Bloom), novos trajes e ainda a opção de encarar a aventura com uma tela totalmente ajustada aos monitores widescreen. A solução encontrada foi engenhosa: como os ambientes são formados pela combinação de imagens pré-renderizadas, efeitos e modelos poligonais, a câmera se move sutilmente acompanhando o personagem, exibindo a parte mais apropriada do local de acordo com a sua posição. Infelizmente não foi possível fazer isso em todas as telas, porém existe a opção para alterar para o formato de tela original, possibilitando ao jogador ver alguma partezinha que não tenha sido exibida.
Iniciei a minha jogatina com um objetivo audacioso: terminar o REmake em menos de 3 horas (na dificuldade normal) e faturar um lança-foguetes infinito para as minhas próximas jogatinas. Pensei: o não eu já tenho, por que não me arriscar pelo sim? E foi o que eu fiz: com auxílio do excelente detonado do Gabriel PCO, terminei o jogo em duas horas, trinta e nove minutos e trinta e um segundos. Fiquei tão feliz que até postei capturas de tela do momento lá no meu Instagram. Claro, para terminar nesse tempo eu tive que abrir mão de certos puzzles, deixei o Chris Redfield morrer... Mas não tem problema, afinal ele é tão chato quanto o Capitão América! :P
Já adiantando, a minha experiência com o jogo foi maravilhosa. Levei um mês para conseguir terminá-lo, e cada final de semana de jogatina era aguardado ansiosamente. Claro, eu sempre o dividia com outras atividades, mas as horinhas que eu passava jogando eram muito preciosas e gratificantes. Me lembro de momentos em que meus planos foram pro beleléu, e eu morri pouco antes de conseguir completar um determinado objetivo. Eu me frustrava, me irritava... Mas aprendia muito com os meus erros e jogava muito melhor nas tentativas seguintes. Eu ficava tenso e apreensivo, pois teria que repetir novamente um trecho longo se fizesse alguma bobagem e não conseguisse contornar a situação, como ocupar todos os itens do meu inventário (em um ponto distante de baús e máquinas de escrever) e não conseguir pegar um item importante para o avanço do game; ou ser brutalmente assassinado por uma criatura; ou ainda gastar mais munição do que o necessário e ficar indefeso perante os próximos perigos que me aguardavam. Era tão gratificante (embora mais fácil) quanto uma batalha contra Ornstein e Smough do primeiro Dark Souls.
O REmake ainda apresenta as suas peculiaridades: certos zumbis podem se levantar mais fortes e rápidos depois de algum tempo. Para evitar isso é preciso queimar o seus corpos após matá-los (o que pode levar muito tempo) com ajuda de gasolina e um isqueiro ou atirar com uma espingarda mirando para cima, explodindo a cabeça (melhor opção). O problema é que, como esperado para um jogo do gênero, os recursos são escassos e é bom poupar a munição da espingarda para momentos futuros. E é aí que entram os mecanismos de dodge (esquiva) e autodefesa para lidar com certos zumbis: se eles estiverem distantes, o jogador pode simplesmente passar bem longe deles. Porém, se estiverem próximos, mas virados para paredes (sem perceberem a nossa presença), é possível passar por suas costas e não ser pego por um triz. Nas escadas, os zumbis não conseguem agarrar e vomitam ácido, criando outra oportunidade de evitar o combate.
O pior cenário de todos é quando o zumbi está indo em direção ao jogador em um corredor estreito, contudo ainda assim é possível driblá-los (caso não haja outros por perto): tente se aproximar e se afastar do zumbi rapidamente, pois os reflexos do morto-vivo são lentos e ele tentará agarrar o ar, permitindo que o jogador simplesmente passe por ele (até mesmo encostando no zumbi) nesse momento de vulnerabilidade da criatura. Existem ainda itens de defesa pessoal que atordoam os zumbis caso eles te agarrem, como adagas e armas de choque (esse último apenas para Jill). Contra algumas outras bestas (aranhas, cobras, tubarões e pulgas), vale a pena tentar se arriscar e simplesmente passar direto, pois a interação com elas é curta o bastante para que nunca façam mal ao jogador. O mesmo, porém, não vale para os Hunters: perigosos predadores com aparência de réptil, são capazes de nos decapitar com apenas um golpe. Em locais visitados com frequência, ou corredores curtos, o ideal é exterminá-los impiedosamente.
Curiosamente, tive mais problemas com zumbis em trechos em que estava carregando muitos itens (talvez um item importante) para a sala seguinte, como se houvesse um tipo de programação que os faça perceberem a nossa presença nessas situações. Infelizmente não consegui confirmar a informação, mas meus testes evidenciaram tal efeito. Percebi também que algumas cobras são venenosas e outras não, como no trecho em que é preciso alterar o nível da água. A minha dica é: desvie, mas se for picado, que seja por aquelas que não possuem veneno. E como saber quais são venenosas? Tentativa e erro: acredito que as cobras próximas da vegetação são venenosas, e por isso faço o caminho sempre rente às escadas. Sou picado, mas meu status não sofre alterações.
Além de todos esses detalhes que tornam o gameplay bastante memorável, REmake conta também com um enredo aprimorado de seu jogo original. A história é aquele mesmo clichê de sempre, mas muito mais convincente: surgem casos de assassinato por canibalismo e a Equipe Bravo (do Serviço de Resgate e Táticas Especiais aka STARS) é enviada primeiro para investigar o ocorrido. Perdendo o contato com eles, enviam a Alpha, que encontra o helicóptero da outra equipe e são atacados por cães zumbis. Um dos integrantes, Joseph, é devorado. O piloto do helicóptero que os trouxe, Brad Vickers, assiste a cena e foge covardemente, obrigando os sobreviventes a se refugiarem em uma mansão. O jogador pode escolher entre um personagem masculino ou feminino, exatamente como no primeiro Alone in the Dark. Entretanto, Resident Evil oferece histórias ligeiramente diferentes dependendo da escolha, embora não sejam diretamente ligadas como em Resident Evil 2 (original).
Chris Redfield e Jill Valentine são personagens sérios e focados em sua missão, demonstrando muita coragem do começo ao fim. No gameplay, Chris é um personagem mais resistente e com menos espaços no inventário; já Jill possui mais espaços, é menos resistente e pode abrir algumas portas com uma gazua. Escolhi finalizar primeiro com a Jill, pois achei a sua história e a sua relação com seus companheiros de equipe mais interessantes. Aliás, quero destacar algo muito bacana do REmake: Jill é tratada com muito respeito do começo ao fim. Ela se preocupa com seus colegas de equipe de forma verdadeira, e eles a tratam com admiração e respeito; não há espaço para sexismos ou piadas de mal gosto. É muito bonito ver isso no jogo, e penso que seria muito mais fácil (e preguiçoso) ir na direção oposta e cair em clichês de outras obras do gênero. Ponto pro Shinji Mikami!
Como já citei no parágrafo inicial, a direção de arte do REmake trouxe uma grande evolução visual para o ano de 2002: enquanto Alone in the Dark e o Resident Evil original utilizavam imagens pré-renderizadas para exibir uma quantidade de elementos superior às capacidades dos hardwares da época, a técnica foi usada dessa vez para permitir um fotorrealismo surpreendente: os rostos dos personagens foram moldados com base em modelos reais, contando ainda com uma captura de movimento que auxilia em um resultado convincente até hoje. Combinando isso à efeitos atipicamente realistas de luz, sombras, reflexos e partículas; modelos tridimensionais extremante detalhados e camadas de vídeo em movimento, temos o mais caprichado Resident Evil de todos. Inclusive, é assombroso perceber como as sombras e luzes incidem de forma realista tanto nos personagens e elementos poligonais quanto em objetos que fazem parte de imagens pré-renderizadas. Tudo parece ter sido projetado para criar o resultado mais impressionante possível para cada ângulo de câmera oferecido.
Por último e não menos importante, o atenção dada aos aspectos sonoros acrescenta a última camada necessária para a imersão completa em uma experiência de terror total: existem sons de passos diferentes para cada tipo de piso, ventos noturnos, balançar das folhas das vegetações, correntes se arrastando e grunhidos das criaturas próximas e distantes. A trilha sonora é magnífica, tornando momentos e batalhas memoráveis para todos que tiverem a chance de se arriscar pelos corredores da mansão "abandonada". A única ressalva é o controle clássico que, embora possa ser dominado com um pouco de esforço, ainda afasta jogadores que começaram a jogar Resident Evil a partir do seu 4° episódio. A versão remasterizada oferece um controle mais "moderno", que se adapta sempre ao ângulo de câmera atual. Porém, o jogador poderá se sentir confuso e ainda encontrar dificuldades para desviar das criaturas, por isso recomendo as opções de controle original para desfrutar de uma experiência mais homogênea.
Resident Evil "Remake" é descrito por muitos como o Survival Horror definitivo. Confesso que foi difícil não chover no molhado ao escrever essa crítica, por isso optei por descrever aspectos não tão expostos, como as mecânicas de gameplay e detalhes técnicos da direção de arte. REmake é um jogo impressionante e embora possa parecer difícil no início, a insistência recompensará todos aqueles que tiverem a curiosidade de conhecê-lo. Estou com o Resident Evil 3 "Remake" em minha lista de espera, e confesso que estou em dúvida entre me aventurar primeiro em uma reimaginação ousada ou jogar mais uma vez um dos remakes mais bem elogiados de todos os tempos.
E é isso aí. #FiqueEmCasa
Minha primeira experiência com o jogo foi na versão lançada para Nintendo Wii na coleção de relançamentos Resident Evil Archives. Ela trazia o mesmíssimo jogo original, porém com novas opções de controle, suporte ao widescreen (exibindo o jogo em fullscreen com tarjas pretas nas laterais) e sutis retoques gráficos aqui e ali. Como esperado, o REmake se mostrou bastante desafiador e como eu não tinha experiência com jogos do gênero Survival Horror, acabei desistindo no início mesmo. Depois de um tempo acabei vendendo o meu Wii, o que me tirou todas as chances de jogá-lo na época.
Felizmente o destino conspirou ao meu favor, e a Capcom relançou em 2014 uma versão remasterizada para praticamente todos os consoles do momento, e dessa vez contando com modelos de personagens aprimorados, efeitos adicionais (Bloom), novos trajes e ainda a opção de encarar a aventura com uma tela totalmente ajustada aos monitores widescreen. A solução encontrada foi engenhosa: como os ambientes são formados pela combinação de imagens pré-renderizadas, efeitos e modelos poligonais, a câmera se move sutilmente acompanhando o personagem, exibindo a parte mais apropriada do local de acordo com a sua posição. Infelizmente não foi possível fazer isso em todas as telas, porém existe a opção para alterar para o formato de tela original, possibilitando ao jogador ver alguma partezinha que não tenha sido exibida.
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| Jill na ponta inferior da escada. No modo widescreen, a câmera se move acompanhando o personagem. |
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| Jill, na ponta superior da escada. Repare como a câmera acompanhou a personagem, revelando o andar de cima! |
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| Tá aí uma foto para ninguém me chamar de mentiroso. Também fiz uma cuca de banana com creme, zerei Battletoads e fui paquerado pela Natalie Portman no mesmo final de semana. |
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| Entrada da mansão: repare no reflexo da Jill no chão, em sua sombra realista nos degraus da escada e no efeito de Bloom na iluminação do ambiente! |
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| Alguns ângulos nos permitem apreciar a incrível modelagem dos personagens e a sua combinação homogênea com os ambientes pré-renderizados. |
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| Esse corredor é estupendo e aterrorizante: repare na sombra da Jill e do lustre nas paredes e a do corrimão nas escadas, causadas pela luz difusa (e oscilante) da sala! |
Curiosamente, tive mais problemas com zumbis em trechos em que estava carregando muitos itens (talvez um item importante) para a sala seguinte, como se houvesse um tipo de programação que os faça perceberem a nossa presença nessas situações. Infelizmente não consegui confirmar a informação, mas meus testes evidenciaram tal efeito. Percebi também que algumas cobras são venenosas e outras não, como no trecho em que é preciso alterar o nível da água. A minha dica é: desvie, mas se for picado, que seja por aquelas que não possuem veneno. E como saber quais são venenosas? Tentativa e erro: acredito que as cobras próximas da vegetação são venenosas, e por isso faço o caminho sempre rente às escadas. Sou picado, mas meu status não sofre alterações.
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| Quando os zumbis somem, os Hunters aparecem. Use espingardas contra as criaturas! |
Chris Redfield e Jill Valentine são personagens sérios e focados em sua missão, demonstrando muita coragem do começo ao fim. No gameplay, Chris é um personagem mais resistente e com menos espaços no inventário; já Jill possui mais espaços, é menos resistente e pode abrir algumas portas com uma gazua. Escolhi finalizar primeiro com a Jill, pois achei a sua história e a sua relação com seus companheiros de equipe mais interessantes. Aliás, quero destacar algo muito bacana do REmake: Jill é tratada com muito respeito do começo ao fim. Ela se preocupa com seus colegas de equipe de forma verdadeira, e eles a tratam com admiração e respeito; não há espaço para sexismos ou piadas de mal gosto. É muito bonito ver isso no jogo, e penso que seria muito mais fácil (e preguiçoso) ir na direção oposta e cair em clichês de outras obras do gênero. Ponto pro Shinji Mikami!
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| Ao encontrar Richard ferido e envenenado, Jill não apenas demonstra preocupação como também passa segurança e calma antes de buscar o soro para salvá-lo. |
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| Embora demonstre preocupação pela amiga, o olhar inseguro e as atitudes estranhas de Barry acabam trazendo suspeitas. A propósito: a modelo de Jill nesse jogo se chama Julia Voth. |
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| Embora as lareiras propiciem os ambientes com iluminação mais intensa, repare como as partículas e efeitos da água se combinam perfeitamente com o corredor mal iluminado. |
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| Curiosidade: Mikami parece oferecer ângulos de câmera que favorecem as partes "atléticas" dos corpos dos protagonistas. Há quem se incomode, mas acontece tanto com Jill quanto Chris. |
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| A sombra do Tyrant é assustadora e pode ser percebida independente do ângulo de câmera, criando uma batalha final aterrorizante! |
E é isso aí. #FiqueEmCasa
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