19/10/2021

Quer assistir Matrix da melhor forma e sem pagar muito? Te ajudamos!

Depois da euforia causada pelo novo trailer de Matrix: Ressurrections, muita gente (inclusive eu) tem interesse em assistir novamente os filmes anteriores, relembrar os acontecimentos e ir com a lição de casa feita para desfrutar de todas as sutilezas que Matrix 4 pode oferecer. Porém, existem muitas formas de adquiri-los, possuindo tanto edições físicas quanto digitais. As versões físicas se dividem em VHS (com dublagem da Sigma para o primeiro longa), DVD e Blu-ray, sendo que os DVDs podem ser comprados avulsos ou em boxes, porém apenas a chamada 'Coleção Definitiva' em DVD possui o primeiro Matrix dublado (com a dublagem da Delart).

Confuso? Eu explico melhor: ao comprar o DVD avulso do primeiro Matrix, ele estará com a qualidade de imagem do primeiro lançamento doméstico, ou seja: com um filtro em tom verde amarelado (eu gosto dessa versão porque, embora possua uma imagem menos limpa em detalhes, é a mais nostálgica), mas apenas com legendas em português, sem dublagem. Contudo, ao adquirir a 'Coleção Definitiva', o primeiro filme estará dublado e com a imagem remasterizada com filtro verde bem forte (para ter uma identidade visual mais parecida com das continuações Matrix: Reloaded e Matrix: Revolutions), que eu também adoro e ainda é a minha versão favorita (por nostalgia da minha parte), embora não seja considerada a melhor por muitos.


Por sorte a mesma regra não se aplica aos Blu-rays, que possuem dublagem em todos os seus lançamentos e o primeiro filme remasterizado com o famoso filtro verde. Quero dizer, isso se você comprar um dos blu-rays lançados em 2008, pois houve um relançamento em 2018 com uma nova remasterização em 4K e HDR, supervisionada e recolorizada pelo Bill Pope, diretor de fotografia original da trilogia. Bill tornou as cores muito mais próximas do que eram originalmente nos cinemas (ou seja: mais realistas mesmo dentro da Matrix), porém aumentando também as gradações de cores através do HDR e colocando filtros em algumas cenas (o que não é muito realista, mas é esteticamente bonito, moderno e semelhante aos filmes da franquia John Wick). E sim, a versão possui dublagem em português. Só há um problema: essa versão em blu-ray é cara pra chuchu aqui no Brasil, variando entre R$300 até R$500. Praticamente um rim, certo?

Felizmente há uma solução bem mais barata para conseguir essa versão especial de 2018: adquirir o filme digitalmente. Acessando a página oficial do filme na Warner percebemos que há diversas opções para aquisição do filme e elas possuem diferenças importantes. Algumas possuem dublagem, outras possuem imagem em 4k e HDR, outras possuem apenas HDR sem dublagem... Tem de tudo. As versões mais completas são justamente a do Google Play (compatível com qualquer dispositivo que tenha o App do YouTube) e ITunes (compatível também com todos os dispositivos da Apple, incluindo o AppleTV), contando com suporte à 4K, HDR, dublagem em português e a restauração do Bill Pope. O valor? R$7,90 para alugar (em HD) e R$19,90 para ser seu (em 4K).

Imagem do DVD avulso, com o filtro amarelo esverdeado do primeiro lançamento doméstico e sem dublagem em português.
Imagem do Blu-ray (ou DVD da Coleção Definitiva) com imagem remasterizada e filtro mais verde, dublado, se assemelhando às continuações Matrix: Reloaded e Matrix: Revolutions.
Imagem do Blu-ray ou serviços de compras em 4K e HDR. Repare nos tons de cores mais realistas, combinados com tons mais saturadas do HDR e alguns filtros para modernizar a experiência.
Como possuo um Xbox One S e um computador com Windows 10, cheguei a considerar a versão que está disponível na Microsoft Store. O único problema é que ela não possui dublagem em português e sua resolução máxima é 1080p, menor do que o 4K. Por isso acabei comprando na loja da Google Play mesmo. Para assistir, fiz exatamente como descrevi no parágrafo de cima: baixei o app do YouTube, acessei a opção "Biblioteca", depois fui em "Meus filmes" e assisti Matrix no meu Xbox One S com todo o conforto que um cinéfilo pode ter. Claro, a minha TV não é 4K e nem possui HDR, mas o app do YouTube possui opções suficientes para me permitir curtir o filme mesmo sem esses recursos, desfrutando do trabalho de recolorização dessa nova versão :)

Outra comparação, dessa vez de uma cena escura: repare como o filtro amarelo esverdeado da primeira versão doméstica é quase imperceptível, mas está presente em todas as cenas que ocorrem dentro da Matrix!
Novamente uma imagem do Blu-ray (ou DVD da Coleção Definitiva), que substitui o filtro amarelo esverdeado por um mais verde, além de exibir uma imagem muito mais nítida.
Por último, imagem em 4K e HDR com a colorização nova. Além das cores mais realistas, podemos observar que há novos tons na cena, principalmente no computador e na iluminação das roupas!
As continuações Matrix: Reloaded e Matrix: Revolutions também estão disponíveis e embora eu ainda não as tenha adquirido, vale a pena tê-las por todas as vantagens apresentadas, além de trazerem reflexões importantes e detalhes que podem fazer toda a diferença na experiênca de Matrix: Ressurrections.

Fontes: Imgur, YouTube, Acervo pessoal

05/10/2021

Rumor: Aniversário de 30 anos de Mortal Kombat poderá trazer novidades nostálgicas

Com atraso, mas antes tarde do que nunca: O Homão de Ferro traz para você detalhadamente um dos principais rumores de games dos últimos meses. Considerando que as mais recentes produções andam sofrendo de escassez criativa, rumores sobre resgates de boas ideias do passado, sejam através de relançamentos, remakes ou continuações, são sempre muito bem-vindos. O hype causado com o trailer Matrix 4 é uma prova disso.

Depois de rumores envolvendo a remasterização da primeira trilogia tridimensional de GTA na Unreal Engine e também de remasters e remakes da franquia Metal Gear Solid, parece que uma grande novidade poderá surpreender todos os fãs da franquia Mortal Kombat. A série fará aniversário de 30 anos (Sim, 30 anos...) na próxima sexta-feira, dia 8 de Outubro ATUALIZAÇÃO: Segundo o co-criador da série, Ed Boon, 8 de Outubro de 1991 marca na verdade o início dos trabalhos com jogo e não a comemoração do aniversário em si, que ocorrerá na mesma data, mas em 2022.


Sem mais delongas, vamos analisar o boato, destacando o seu impacto e as chances de realmente acontecer. Lembre-se: todas as informações trazidas devem ser consideradas apenas rumores e podem não acontecer, mesmo que a fonte seja considerada confiável.

Lançamento da coletânea Mortal Kombat Kollection Online e remaster de Mortal Kombat: Shaolin Monks

A história é antiga e envolve 3 cancelamentos: em 2011 foi lançada a coletânea Mortal Kombat Arcade Kollection (PS3, X360 e PC) com Mortal Kombat, Mortal Kombat 2 e Ultimate Mortal Kombat 3. Tempos depois ficamos sabendo que a ideia original era lançar versões remasterizadas dos jogos originais com novos intérpretes dos personagens, porém por problemas que não foram explicados detalhadamente, o projeto foi cancelado.

Em 2018 ficamos sabendo de um segundo cancelamento, dessa vez de uma outra coletânea com remasterizações de jogos clássicos da franquia, desenvolvida pelos mesmos responsáveis do projeto Mortal Kombat HD Remix. Aparentemente o jogo chamou a atenção da Warner e do co-criador da série, Ed Boon, mas foi posteriormente cancelado pela Warner optar por um caminho diferente do apresentado pelo time.

O último cancelamento foi em 2019, quando a Blind Squirrel Games começou a trabalhar nessa mesma proposta dos cancelamentos anteriores. Várias imagens dessa versão surgiram na internet e essa novela mexicana interminável ainda contou com uma "surpresa" (que na verdade foi um ENTERRO) quando a PEGI, organização que classifica jogos na Europa, adicionou o Mortal Kombat Online Kollection em sua lista de futuros lançamentos, com data para 21/01/2020. Nem preciso dizer que o jogo também não foi lançado nessa data, certo?
Será que dessa vez vai? Força, NetherRealm!!
Agora em 2021, sem muitas cerimônias, Ed Boon criou uma enquete no Twitter perguntando qual título os fãs gostariam de ver remasterizado. O vencedor foi Mortal Kombat: Shaolin Monks (PS2, Xbox), beat'm up lançado 2005 que reconta a história do dois primeiros jogos da série.

O resultado da enquete faz sentido: MK2 apenas é pouco quando podemos ter remasterizações dos 3 jogos originais. MK 9 é um excelente reboot/continuação e MK Shaolin Monks é o sonho da maioria.
Ao mesmo tempo, a loja Instant Gaming, famosa por vender jogos digitais baratos, adicionou mais uma vez a antologia Mortal Kombat Online Kollection, porém com lançamento previsto em 2021 para PC, Switch e Xbox One. Com o aniversário da franquia e a participação de Ed Boon no evento DC Fandome, as chances de um novo anúncio aumentam muito, até mesmo sobre outra franquia querida que também está nas mãos dele: Injustice.

Vamos aguardar. Se isso for verdade, mal posso esperar para terminar Mortal Kombat 2 com uma ficha no Very Hard, mas dessa vez com o jogo totalmente remasterizado em alta definição :)

ATUALIZAÇÃO: Para comemorar o início dos trabalhos com o jogo, Ed Boon disponibilizou em sua conta do Twitter um Making of com a criação do golpe "GET OVER HERE" do personagem Scorpion, prometendo mais vídeos dos bastidores até a data real de 30 anos da série (2022). Portanto, nenhum dos rumores trazidos aqui pode ser descartado (por enquanto).

Fontes: DSOGaming, Instant Gaming, Twitter

09/09/2021

Que tiro foi esse? Trailer de Matrix 4 explode a internet!

Após o anúncio de um novidades envolvendo Matrix 4, fãs da saga aguardavam ansiosos pelo trailer que saiu hoje, explodindo a internet de forma a fazer qualquer outra novidade parecer fogo de palha. Matrix: Resurrections é o quarto título da franquia e continua a história da trilogia original, que parecia ter encerrado as aventuras do protagonista Neo, interpretado pelo ator Keanu Reeves. O título e o trailer do longa provam que isso está muito longe de ser verdade, mostrando Neo realizando feitos inéditos e voltando à Matrix mais uma vez para encarar o desafio de libertar a humanidade do controle das máquinas.


Abaixo segue o trailer completo. O maior desafio é não ficar arrepiado quando Neo usa seus poderes na Matrix para redirecionar um míssil em direção a um helicóptero :)


Fonte: YouTube

05/09/2021

Injustice 2 parou de rodar em várias plataformas

Quem estava ansioso para jogar Injustice 2 nesse final de semana teve uma surpresa desagradável: o jogo simplesmente parou de funcionar na última sexta-feira (03/09) e no momento em que redijo essa publicação (05/09, umas 4 da tarde), continua impossível de ser jogado em praticamente todas as plataformas disponíveis para compra. PC, Xbox One, PlayStation 4... (só o Nintendo Switch parece ter escapado). Em todas elas ocorre um crash (travamento violento) que faz com que o jogo seja encerrado imediatamente antes de entrar no menu principal. Pois é, não é só a CD Projekt RED que lança jogos impossíveis de serem jogados:)

Esse meme do 'Jorge quer ser hardcore' é perfeito. E sim, NetherRealm está escrito errado.
Pra piorar, embora a conta oficial de Injustice no Twitter tenha demonstrado estar buscando soluções para corrigir o problema em pleno final de semana, a mesma também afirmou que "espera ter mais informações nos próximos dias", o que pode significar que provavelmente todos nós, jogadores, passaremos mais do que o final de semana sem poder jogar Injustice 2 =/ ATUALIZAÇÃO: Aparentemente o time da NetherRealm já descobriu a causa do travamento violento e lançou um patch, porém muitos usuários afirmam que o jogo só está funcionando em sua edição padrão e não na Edição Lendária, que possui todas as DLCs.

ATUALIZAÇÃO FINAL (07/09): O Patch de correção já foi liberado para todos os jogadores :)

Demorou, mas a NetherRealm corrigiu!
Fonte: Twitter

19/08/2020

Oniken Unstoppable Edition: Revisitando o clássico indie brasileiro

Em 2012, ainda adolescente, escrevi uma análise sobre o jogo Oniken. Lembro que estava estudando programação e minha habilidade como gamer também não era grande coisa, por isso passei 2 semanas jogando religiosamente até zerá-lo. E foi uma das experiências mais brilhantes e gratificantes que tive com um videogame inspirado em jogos antigos. Desenvolvido pelo talentoso time brasileiro da JoyMasher, convido todos os leitores a revisitarem o clássico jogo independente que abriu uma porta importante para muitos outros indies ousarem de inúmeras outras maneiras.


Na infância, me diverti com boa parte dos grandes jogos do Nintendo Entertainment System (apelidado como Nintendinho ou NES ). Tínhamos jogos geniais que burlavam as limitações técnicas do console tanto na parte gráfica quanto na parte sonora, além da dificuldade considerada alta (para justificar o investimento financeiro dos nossos pais) e as caprichadíssimas cenas animadas que contribuíam para manter o jogador imerso naquele grande desafio que poderia se estender por dias, semanas ou meses.

Graças ao esforço dos brasileiros Danilo Dias, Thais Weiller, Marco Galvão (todos meus amigos) e ainda alguns outros nomes que não tive a chance de conhecer, temos aqui Oniken, um jogo 2D de plataforma que resgata toda a experiência encontrada nos melhores jogos do NES. Em um período anterior ao carnaval de indies retrôs que temos à disposição para jogar, Oniken era pioneiro e ousado. Recentemente tive a chance de jogá-lo em meu Xbox One (também disponível para PlayStation 4 e Nintendo Switch), e confesso que eu já sonhava faz muito anos com o lançamento dele em plataformas atuais. E já adianto: foi maravilhoso insistir e morrer até voltar a pegar o jeito do game.

O game pode ser jogado em diferentes línguas e a versão brasileira possui todas as expressões de dublagem que marcaram os filmes do passado. 
Outra das inúmeras cenas animadas entre as fases. Como é bom recordar o passado sentindo uma experiência completamente nova!
Oniken se destaca por trazer várias fórmulas antigas que poderiam ser consideradas genéricas e apresentá-las ao jogador como algo novo e interessante. A sua história acontece num futuro pós-apocalíptico típico de filmes como Mad Max. Um grupo de rebeldes se esforça para deter uma poderosa organização militar que recebe o nome do game, mas seus esforços mostram-se inúteis devido ao grande poder bélico e toda a superioridade tecnológica da mesma. E é nesse instante que surge Zaku, o personagem controlado pelo jogador (muito parecido com o próprio criador do jogo, Danilo Dias), um poderoso mercenário BADASS considerado como uma “lenda viva”, “o implacável”, uma mistura de Kenshiro (de Hokuto no Ken) com John Rambo, que carrega uma espada e fatia seus inimigos como se fossem tomates.

Se a abertura não fosse assim eu nem teria jogado o game!
O miniboss da 2° fase, Geist (uma referência ao anime de mesmo nome) é muito bem animado e oferece uma batalha memorável.
Todo o enredo de Oniken é apresentado com excelentes cutscenes que não poderiam ser executadas em um Nintendinho sem a ajuda de um Chip extra embutido ou algo semelhante. Algumas chegam a lembrar animações de jogos em CD do obscuro e adorável TurboGrafx-16 (vulgo PC Engine) de tão fluídas e bem animadas que são, mesmo sem a presença de vozes. A direção de arte é excelente, e a edição Unstoppable conta com melhorias visuais e sonoras que aperfeiçoam a experiência como um todo. Esperem desfrutar de efeitos de parallax e muitos sprites e cenários caprichados.

A jogabilidade é marcada  pela ação em plataforma vista em jogos como Ninja Gaiden e Vice - Project Doom, onde o jogador deve combinar saltos ágeis com ataques certeiros, além de “memorizar” o posicionamento e o padrão de movimentação dos inimigos para passar as fases. Algumas etapas devem ser desbravadas com auxílio de um Jet-ski, o que transforma o jogo momentaneamente em uma espécie de shooter em 8-bits com a movimentação fixa da tela. Já os chefes são numerosos (cerca de dois mini-bosses por estágio além do boss final) e muito bem desenhados e detalhados, principalmente os maiores, ocupando grande parte da tela como pode ser comprovado nos melhores títulos produzidos para o NES.

Cutscene de Oniken, super caprichada e animada. Não sei se foi proposital, mas me fez lembrar na hora..
... do jogo Vice - Project Doom para Nintendinho.
A Trilha Sonora é um verdadeiro espetáculo nostálgico. O jogo chegou até a ganhar o prêmio do Game Music Brasil na categoria de Melhor Game Indie onde foram avaliados todos os seus aspectos, destacando-se a parte gráfica, técnica e sonora do game. Oniken possui composições memoráveis, como Brain Palace e The Core que acompanham suas desafiadoras etapas finais. Aliás, melhor eu explanar logo sobre a dificuldade de Oniken antes que eu me esqueça.

O jogo é difícil como qualquer grande jogo de 8-bits deveria ser, embora os desafios se intensifiquem progressivamente ao longo de cada fase, e de forma muito inteligente e equilibrada. O Level Design de Oniken estimula a inteligência do jogador, fazendo-o encontrar a melhor solução com um pouco de insistência, nada absurdo como o primeiro Ninja Gaiden e muito menos como o sádico Battletoads, mas que pode causar estranhamento aos jogadores mais impacientes, desacostumados com jogos mais antigos de plataforma. Ainda assim, a experiência de insistir após fracassar se mostrou extremamente divertida mesmo em 2020.

Essa etapa desafiadora em que é preciso desviar de um raio me lembrou do game 'Mighty Morphin Power Rangers: The Movie' para Super Nintendo!
Os bosses do game são enormes e muito caprichados. A batalha final é difícil e me fez refazer o última estágio pelo menos 3 vezes!
Vale lembrar que as missões são liberadas à medida que as fases vão sendo vencidas, e ficam então disponíveis para serem jogadas a qualquer momento, o que permite desbravar todas elas sem a necessidade de se jogar o game inteiro novamente. É um recurso muito bem-vindo para pessoas com pouco tempo disponível ou para refazer determinadas fases e obter pontuações maiores, enviando-as para um ranking on-line. Existem ainda DLCs gratuitas que são liberadas após terminá-lo, como o modo Boss Rush (batalhas com todos os chefes sem interrupções), o Hardcore Mode (com várias características que dificultam as nossas vidas) e ainda uma missão extra, onde o jogador controla Jenny, uma personagem feminina de madeixas curtas (lembra muito a Thais Weiller) que usa uma metralhadora, o que acrescenta um grande leque de possibilidades, aproximando a jogabilidade de Oniken a de um grande clássico da Konami: o popular Contra! Será que veio daí a inspiração para fazer o espetacular Blazing Chrome?

A missão 7 é divertidíssima e apesar de ser uma DLC, é 100% gratuita!
O trunfo de Oniken definitivamente não é a inovação, mas sim a proposta de trazer todas as características que amávamos nos jogos da grande era 8-bits, melhorando-as de forma que seria impossível fazer na época, seja por limitações de hardware, por desconhecimento, ou por limitações de concepção daqueles tempos. Ele nos faz lembrar da importância da diversão em tempos em que o mercado de games parece só se importar com gráficos e enredos mirabolantes.

Está aí um belo jogo!
E é isso aí. #FiqueEmCasa

11/08/2020

Configurações de brilho ideais para Resident Evil 2 e 3

Introduzido no aterrorizante Resident Evil 7, o motor gráfico RE Engine surpreendeu a todos por alcançar níveis impressionantes de fotorrealismo, contando com efeitos de iluminação e sombras dinâmicos que se combinam com técnicas de captura de movimento, escaneamento em 3D e renderização inteligente. Ainda, possui a capacidade de apresentar resoluções em 4K, tecnologia HDR e suporte ao VR (realidade virtual), tudo isso com altas taxas de quadros por segundo, sempre acima dos habituais 30 frames. Os dois recentes remakes, Resident Evil 2 e Resident Evil 3, receberam atualizações (patchs) que não apenas acrescentaram conquistas (ou troféus) e DLCs, mas também correções de bugs e melhorias de performance, tornando a sua experiência muito mais estável e próxima dos almejados 60 frames por segundo em todas as plataformas disponíveis.

Entretanto, existe um problema que atrapalha a experiência de alguns jogadores: o RE Engine permite definir configurações personalizadas de brilho, visando proporcionar a melhor imagem possível segundo os gostos do próprio jogador. Como as opções não possuem explicações tão detalhadas, muitos acabam obtendo uma imagem excessivamente escura ou com aspectos cinzentos e borrados. Nesse artigo rápido, compartilho as configurações que utilizo em um Xbox One S e explico também como o processo deve ser feito. Vamos lá?

Resident Evil 2


Para acessar a opção de ajuste de Brilho, vá ate o Menu e selecione Opções, depois Exibição e por último, Brilho. Vamos primeiro às configurações do Resident Evil 2, um game bastante escuro, principalmente em ambientes de fora da delegacia de polícia. Recomendo desativar também a opção Granulação de Filme (Film Noise) para obter o resultado mais nítido possível:

A primeira tela permite regular o nível de Brilho Máximo. Se o Brilho Geral (última tela) estiver com um valor muito baixo, a regulagem afetará a nitidez com que a imagem será exibida. Por isso, recomendo colocar no valor máximo, deixando as cores vivas mas sem perder suas características.
A segunda tela é o Brilho Mínimo. Novamente, se o Brilho Geral estiver com valores errados, a configuração equivocada do Brilho Mínimo fará com que a imagem fique acinzentada. Selecione o menor valor possível.
Por último, o ajuste de Brilho Geral. Esse é bastante pessoal e é o mais importante, e caso a regulagem não tenha sido feita corretamente nas etapas anteriores, níveis altos deixarão a imagem  muito acinzentada. Recomendo seguir à risca todas as etapas e caso queira uma experiência próxima dos trailers oficiais, selecione 5 níveis além do padrão, ou seja: 3 níveis antes do valor máximo. Caso a imagem pareça escura demais para você, experimente a segunda sugestão:
Selecionando 2 níveis antes do valor final, o jogo ficará mais claro e com mais detalhes perceptíveis, mas sem apresentar tons excessivamente acinzentados.
Importante: embora eu tenha compartilhado as configurações ideais para mim, talvez você prefira um resultado ligeiramente diferente, por isso também expliquei os critérios que devem nortear a sua configuração. Portanto, sinta-se livre para experimentar outros valores no ajuste de Brilho Geral. Aliás, compare os resultados das duas configurações de Brilho Geral sugeridas:



Com as configurações de brilho do Resident Evil 2 definidas, vamos então às configurações de brilho do novíssimo Resident Evil 3.

Resident Evil 3


No remake do terceiro título numerado da franquia, o RE Engine foi bastante aprimorado, contando com modelos poligonais e texturas ainda mais dotados de fotorrealismo. A iluminação também foi aperfeiçoada, o que contribuiu para o desenvolvimento de ruas maiores e favorecidas de uma iluminação muito melhor e mais convincente se compararmos com o seu antecessor. Por isso, faço também 2 sugestões de Brilho Geral: a primeira com valores maiores e a segunda com valores menores, idênticas às configurações do Resident Evil 2:

Essa é a mesma configuração de Brilho Máximo usada em Resident Evil 2, proporcionando uma aparência semelhante. Se adéqua a qualquer local do jogo, seja ele muito claro ou muito escuro.
Com o Brilho Mínimo existem duas opções: selecionar também a mesmas configurações do Resident Evil 2 ou optar pelo valor mínimo, caso a imagem apresente cores muito fortes (isso pode acontecer ao definir valores maiores no Brilho Geral).
Aqui, experimentei um valor maior e alcancei um efeito que favorece a iluminação dos cenários urbanos sem tornar a imagem acinzentada (devido às melhorias feitas no RE Engine). Porém, os lugares escuros (como os esgotos) podem parecer menos sombrios para algumas pessoas, e por isso temos a segunda sugestão abaixo:
Essa é a mesma configuração de Brilho Geral usada em Resident Evil 2, proporcionando níveis de escuridão maiores, embora ambas as configurações se adequem a qualquer local do jogo sem apresentar tons acinzentados.
É claro que não poderiam faltar imagens para comparar as duas sugestões de configuração de Brilho Geral. Repare nas melhorias feitas na iluminação do RE Engine. Mudei a ordem das fotos dessa vez: primeiro a configuração mais clara e sem seguida a mais escura:



Bom, essas foram algumas considerações e sugestões rápidas sobre os níveis de brilho ideais para games que usufruem do RE Engine. Espero ter conseguido auxiliar de alguma forma todos que tiveram sua experiência afetada pela falta de clareza (trocadilho não proposital) nas informações disponíveis sobre o assunto. E encerramos por aqui.

E é isso aí. #FiqueEmCasa

ATUALIZAÇÃO: Algumas imagens foram substituídas por outras que representam fielmente as configurações sugeridas do guia. Também corrigi alguns trechos para tornar as explicações um pouco mais didáticas.